Ir para o conteúdo
    • Agenda da Juventude para a Saúde
  • Agenda da Juventude para a Saúde

    CNS apresenta medidas prioritárias para a próxima década.

    «Apostar na juventude é apostar na prevenção» sublinhou a Ministra da Saúde na sessão de apresentação da Agenda da Juventude para a Saúde 2030, que decorreu no Ministério da Saúde, no dia 21 de maio, com a presença do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, do Presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Henrique Barros, da Vice-Presidente do CNS, Isabel Loureiro e do representante da Juventude, Tiago Manuel Rego.

    Esta sessão de apresentação contou com o apoio da Secretaria-Geral do Ministério da Saúde, que esteve envolvida na organização do evento.

    Promovida pelo CNS, em colaboração com outras entidades do Ministério da Saúde, do Ministério da Educação e dos parceiros sociais, a Agenda da Juventude para a Saúde 2030 tem como objetivo envolver as crianças e os jovens na discussão sobre o que consideram ser prioritário para sua saúde e bem-estar na próxima década.

    Tratando-se de um documento que reflete o que crianças e jovens consideram prioritário para a sua saúde na próxima década, Marta Temido referiu que «é muito bom perceber que temos a seguir gente que vai tomar conta disto e que vai fazer muito melhor do que outros foram capazes de fazer e isso faz-nos sentir uma grande tranquilidade e segurança».

    A governante lembrou que o CNS, a quem agradeceu o trabalho desenvolvido, faz o aconselhamento de políticas de saúde, mas que essas políticas passam por muitas áreas sectoriais.

    A Ministra da Saúde considera que esta iniciativa é particularmente especial por incluir crianças e jovens na definição dos temas a incluir na Agenda da Juventude para a Saúde 2030, contribuindo assim para ter «cidadãos mais plenos e garantir, a médio prazo, uma sociedade mais coesa».

    De acordo com o documento, esta agenda centra-se em temas que as «crianças e jovens consideraram prioritárias para a sua saúde na próxima década: a promoção do bem-estar físico e psicológico, a educação para a sexualidade, a prevenção do tabagismo e de outros comportamentos aditivos, a promoção da alimentação saudável e da atividade física e a prevenção da violência (incluindo o bullying e cyberbullying)».

    A agenda resulta da auscultação de centenas de jovens através de grupos focais, de questionários, debates em meio escolar e webinares e está dividida em quatro níveis de atuação: informação e formação em saúde promotora de comportamentos saudáveis, garantia de acesso a cuidados de saúde, fomento de ambientes saudáveis e participação dos jovens na definição e avaliação de intervenções em saúde.

    Relativamente à primeira área, a agenda propõe que a informação em saúde deve ser apresentada numa linguagem adequada aos vários grupos etários, estar acessível nas plataformas digitais e ser amplamente divulgada em campanhas desenhadas para e com crianças e jovens.

    Refere ainda que as atividades de promoção da saúde devem estar integradas nas atividades letivas regulares e que alunos, encarregados de educação, pessoal docente e não docente devem conhecer os sinais de alerta para identificar perturbações na saúde psicológica, vítimas de violência, bullying e cyberbullying, e ter conhecimento sobre como agir e onde obter apoio.

    Quanto à área de atuação do acesso a cuidados de saúde, sugere-se que, além do acesso a equipas de saúde familiar, as unidades de saúde devem estar dotadas de psicólogos, nutricionistas, médicos dentistas e assistentes sociais para uma resposta integrada e transversal. O planeamento familiar deve ser alargado a todos os jovens, sem limitação de género, seguindo uma visão de saúde sexual e mantendo a gratuitidade.

    Na área do fomento de ambientes saudáveis, uma das medidas propostas indica o direito a ter acesso a produtos alimentares saudáveis, devendo ser criadas formas que facilitem o acesso à aquisição desses alimentos. Defende, também, que o preço do tabaco, álcool e alimentos ricos em açúcar, gorduras saturadas ou sal devem desincentivar a sua aquisição e que as políticas fiscais devem incentivar a compra de alimentos saudáveis e promover a atividade física.

    A quarta área de atuação destaca que deve se deve promover o respeito pela diferença e reduzir o estigma e discriminação perante qualquer diferença, seja ela racial, étnica, de género, de identidade ou outra.

    Para saber mais, consulte:

    Agenda da Juventude para a Saúde 2030 – PDF – 897 Kb